sábado, julho 24, 2004

o impossível




agarrei o Mundo entre os dedos da mão
gritei-lhe bem alto a dor da desilusão


pintei-o como se fosse um arco-íris...
tirei-lhe a guerra, a fome, as amarguras da vida


gritei-lhe o desespero do frio
da dor, da destruição e revolta


tentei ensinar-lhe a usar
o verbo amar e pensa


mergulhei-o no abismo
entre passos incertos


em pedaços de gente
pedi-lhe o momento


e por um instante o mundo parou


onda

  abril desfolhado a tela já não é sinfonia nem as aves gritam como qualquer papoila num campo distante não há forças para sonhar ...